Gás de cozinha fica até R$ 15 mais caro na Bahia após reajuste de 17,5%; entenda o aumento
Acelen elevou em 17,5% o preço do GLP vendido às distribuidoras. Sindicato dos revendedores prevê impacto de até R$ 15 no botijão de 13 quilos.
Por Redação TudoCertoNaBahia
Salvador (BA) — 2 de novembro de 2026
O gás de cozinha ficou mais caro na Bahia após um reajuste de 17,5% aplicado pela Acelen ao gás liquefeito de petróleo (GLP) comercializado com as distribuidoras. A mudança entrou em vigor no domingo, 1º de novembro, e poderá elevar o preço final do botijão de 13 quilos entre R$ 12 e R$ 15.
A estimativa foi apresentada pelo Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), que acompanha os impactos do aumento na cadeia de comercialização do produto.
O reajuste atinge um item essencial para milhões de famílias baianas e poderá afetar também pequenos estabelecimentos comerciais que utilizam gás na preparação de alimentos.
Segundo a Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, o preço da tonelada do GLP comercializado às distribuidoras passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90.
Os valores correspondem à comercialização em uma etapa da cadeia de abastecimento, e não ao preço do botijão entregue diretamente ao consumidor.

Quanto o botijão de gás poderá aumentar?
Estimativa do sindicato é de acréscimo entre R$ 12 e R$ 15 no preço final.
O presidente do Sinrevgas, Robério Souza, informou que o reajuste deverá chegar aos pontos de revenda e ser percebido pelos consumidores nas próximas compras.
A previsão considera o impacto da elevação no preço do GLP vendido às distribuidoras.
Entretanto, não existe um valor único para o botijão em toda a Bahia. O preço final depende das condições de cada distribuidora e revendedor, além de custos como transporte, armazenamento e entrega.
Por esse motivo, o aumento estimado entre R$ 12 e R$ 15 não significa que todos os consumidores pagarão exatamente essa diferença.
Os estabelecimentos poderão apresentar valores diferentes de acordo com a cidade, o bairro e as condições comerciais adotadas.
Acelen confirma reajuste no preço do GLP
Empresa informou aumento de R$ 693,30 por tonelada vendida às distribuidoras.
Em manifestação divulgada à imprensa, a Acelen confirmou a alteração no preço do gás liquefeito de petróleo comercializado pela Refinaria de Mataripe.
O valor anterior era de R$ 3.971,60 por tonelada. Com o reajuste, passou para R$ 4.664,90.
A diferença é de R$ 693,30 por tonelada, equivalente a aproximadamente 17,5%.
A empresa atribuiu a atualização à sua política comercial, baseada em fatores como a cotação internacional do petróleo, os custos de transporte marítimo e as oscilações cambiais.
Segundo a Acelen, esses indicadores podem provocar alterações de preços tanto para cima quanto para baixo.
Reajuste é o maior desde que a Acelen assumiu a Refinaria de Mataripe
Representante dos revendedores afirma que o aumento é o mais elevado desde dezembro de 2021.
Robério Souza declarou que a alta anunciada para novembro é a maior registrada desde que a Acelen passou a operar a Refinaria de Mataripe.
A companhia assumiu a administração da unidade em dezembro de 2021, após a venda da refinaria pela Petrobras.
Desde então, o preço do GLP comercializado pela refinaria passou por sucessivas atualizações, acompanhando a política de preços adotada pela empresa.
A declaração do sindicato se refere ao tamanho do reajuste individual anunciado, e não necessariamente ao maior preço nominal já cobrado pelo produto.
Gás de cozinha acumula reajustes ao longo de 2026
Aumento de novembro ocorre após meses de altas e reduções.
De acordo com informações divulgadas pelo setor de revenda, o GLP passou por diferentes alterações de preço ao longo de 2026.
Entre os movimentos registrados estão reajustes de 15,2% em abril e de 9,59% em junho, além de reduções nos meses de julho e agosto.
O setor informa que a atualização de novembro representa o sétimo reajuste do ano.
É importante considerar que aumentos e reduções sucessivos não podem ser simplesmente somados para determinar a variação acumulada do preço.
Também não é possível afirmar que cada alteração praticada na refinaria tenha sido repassada integralmente aos consumidores.
Por que o gás de cozinha sofre reajustes?
Preço pode ser influenciado por condições internacionais e custos de distribuição.
O gás liquefeito de petróleo é um derivado utilizado principalmente em atividades domésticas e comerciais.
Seu preço pode sofrer influência de diferentes fatores econômicos, incluindo mudanças na cotação internacional de derivados de petróleo e variações no câmbio.
Os custos de transporte, armazenamento e distribuição também participam da formação do preço final.
No caso do reajuste anunciado para novembro, a Acelen afirmou que utiliza critérios de mercado para atualizar os valores praticados na Refinaria de Mataripe.
O preço encontrado pelo consumidor, entretanto, envolve outras etapas até o botijão chegar ao ponto de venda ou à residência.

Aumento poderá pesar no orçamento das famílias
Gás de cozinha é uma despesa recorrente em residências e pequenos negócios.
Para muitas famílias, a compra do botijão representa um gasto essencial que precisa ser incluído no planejamento mensal.
Quando o produto fica mais caro, os consumidores podem precisar reorganizar despesas para manter o abastecimento doméstico.
O impacto também pode alcançar restaurantes, lanchonetes e pequenos estabelecimentos que dependem de GLP para preparar alimentos.
Nesses negócios, o gás faz parte dos custos de funcionamento. A elevação pode pressionar as despesas operacionais, embora eventual repasse ao preço das refeições dependa da decisão de cada estabelecimento.
Como economizar na compra do botijão?
Pesquisar preços e conferir as condições de entrega pode ajudar a evitar gastos desnecessários.
Antes de comprar um novo botijão, o consumidor pode consultar diferentes revendedores autorizados em sua região.
É importante comparar não apenas o valor anunciado, mas também possíveis taxas de entrega e formas de pagamento.
Entre os cuidados recomendados estão:
- Pesquisar preços em revendas autorizadas;
- Conferir o valor total antes de confirmar o pedido;
- Verificar se existe cobrança adicional pela entrega;
- Exigir comprovante da compra;
- Conferir as condições de conservação do botijão;
- Evitar fornecedores clandestinos ou sem identificação.
A compra deve ser realizada em estabelecimentos autorizados a comercializar o produto.
Botijões com danos aparentes, vazamentos ou irregularidades não devem ser utilizados.
Cuidados de segurança também são importantes
Instalação inadequada pode provocar acidentes dentro das residências.
O botijão deve permanecer em local ventilado e em condições compatíveis com as orientações de segurança do fabricante.
Reguladores, mangueiras e demais componentes precisam estar em boas condições e atender às normas aplicáveis.
Em caso de suspeita de vazamento, o morador deve evitar acionar interruptores ou produzir chamas, afastar-se da área de risco e procurar atendimento especializado.
Se houver emergência, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193.
Consumidor pode acompanhar pesquisas de preços
Valores podem variar entre municípios e estabelecimentos.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disponibiliza informações e levantamentos sobre preços praticados na comercialização de combustíveis e GLP.
As pesquisas podem ajudar o consumidor a conhecer valores de referência, mas não substituem a consulta atualizada aos revendedores.
Consultar pesquisas de preços da ANP.
Aumento anunciado já está valendo?
Novo preço do GLP vendido às distribuidoras entrou em vigor em 1º de novembro.
O reajuste informado pela Acelen passou a valer no domingo (1º), na comercialização do produto às distribuidoras.
O preço final nas revendas poderá mudar conforme a reposição dos estoques e as condições comerciais de cada estabelecimento.
A estimativa de acréscimo de até R$ 15 no botijão é apresentada pelo setor de revenda e não representa um valor obrigatório definido pela refinaria.
O consumidor deve conferir os preços praticados no momento da compra.
Reajuste reforça preocupação com o custo de vida
O aumento do gás de cozinha chega em um período em que as famílias acompanham mudanças no preço de diferentes produtos e serviços.
Por se tratar de um item essencial para a preparação de alimentos, a elevação do GLP tende a exigir atenção especial de consumidores e pequenos comerciantes.
O reajuste de novembro está confirmado na etapa de venda da refinaria às distribuidoras, enquanto a variação efetivamente percebida nos pontos de revenda dependerá do mercado local.
Novos levantamentos de preços poderão mostrar como o aumento anunciado se refletiu nas diferentes regiões da Bahia.
Fontes verificadas
- Metro1 — 02/11: reajuste de 17,5% e estimativa para o consumidor.
- Bahia Notícias — 02/11: comunicado da Acelen e valores do GLP.
- Folha do Estado — 01/11: histórico dos reajustes em 2026.

