Nas eleições de 4 de outubro de 2026

eleitores baianos definirão dois novos representantes para o Senado Federal, com mandatos que duram oito anos. Ao todo, 10 candidatos disputam as duas cadeiras disponíveis para o estado, em um cenário que mistura nomes já consagrados na política nacional e lideranças de frentes menores.

A corrida eleitoral pode ser dividida em três frentes principais:

  • As grandes coligações: A chapa “Mais Bahia Mais Brasil” aposta em dois pesos-pesados do PT: os ex-governadores e ex-ministros Rui Costa e Jaques Wagner, sendo que este último busca a reeleição no Senado. Pela coligação de oposição “Unidos para Mudar a Bahia”, concorrem o atual senador Angelo Coronel (Republicanos), também tentando renovar seu mandato, e o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL).
  • Federação PSOL-Rede: O grupo de esquerda traz a Professora Delliana (PSOL), militante de movimentos sociais e antirracistas, e o professor e dirigente sindical Marcelo Carvalho (Rede).
  • Candidaturas independentes: Concorrendo em chapas isoladas, sem coligação, estão o advogado Marcelo Santtana (DC), o motorista Marcelo Millet (PCO), o ex-secretário Carlos Sodré (Mobiliza) e o estreante em corridas eleitorais Gregório Gould (UP).

Opinião do site

A lista de candidatos ao Senado pela Bahia em 2026 escancara uma disputa de forças eleitorais bastante desproporcional. De um lado, o protagonismo absoluto fica com as duas grandes coligações, que concentram ex-governadores, ex-ministros e senadores em exercício (Rui Costa, Jaques Wagner, Angelo Coronel e João Roma). Essa hegemonia reflete a forte polarização e a força do maquinário partidário tradicional, que inevitavelmente monopoliza a visibilidade e os recursos da campanha.

Por outro lado, a presença de seis candidatos ligados a federações menores ou siglas independentes (PSOL, Rede, DC, PCO, Mobiliza e UP) é fundamental para garantir a pluralidade democrática e trazer para o debate pautas de movimentos sociais e da classe trabalhadora. No entanto, na prática, a disputa pelas duas vagas tende a se afunilar em um plebiscito entre a continuidade da base petista e a força da oposição de centro-direita. O desafio do eleitor baiano será analisar essas opções para garantir que o Senado não se torne apenas um prêmio de consolação para velhos conhecidos, mas sim um espaço de representação ativa para o estado.

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