Bolsa Família de outubro começa dia 19 com piso reajustado para R$ 691

A Caixa Econômica Federal começa a pagar o Bolsa Família de outubro na próxima segunda-feira (19). Neste mês, os beneficiários recebem os valores reajustados pelo governo federal, que elevou o piso do programa de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04%.

O calendário segue o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). Dessa forma, o primeiro grupo a receber será o dos beneficiários com NIS terminado em 1. Já os pagamentos para quem tem NIS final 0 ocorrerão em 30 de outubro.

Os valores ficam disponíveis para movimentação pelo aplicativo Caixa Tem, que permite realizar pagamentos, transferências e Pix. Além disso, os beneficiários podem sacar o dinheiro nas agências da Caixa, em casas lotéricas e em correspondentes Caixa Aqui.

Bolsa Família de outubro: veja o calendário de pagamentos

Os depósitos ocorrem de forma escalonada nos últimos dez dias úteis do mês, conforme o final do NIS. Confira as datas de outubro de 2026.

Final do NISData de pagamento
119 de outubro
220 de outubro
321 de outubro
422 de outubro
523 de outubro
626 de outubro
727 de outubro
828 de outubro
929 de outubro
030 de outubro

Qual é o valor do Bolsa Família em outubro?

A partir deste mês, o Bolsa Família garante um benefício mínimo de R$ 691 por família. Entretanto, o valor total varia conforme a composição familiar, já que o programa prevê adicionais para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.

Com a atualização, os benefícios adicionais ficaram assim:

  • R$ 173 por criança: destinado a cada criança de zero a seis anos;
  • R$ 58 por integrante: para gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos.

Além desses valores, o governo calcula um complemento quando a soma dos benefícios da família não atinge o piso de R$ 691. Portanto, o total recebido depende das características de cada núcleo familiar.

Quem tem direito ao Bolsa Família?

Para receber o benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), atender ao limite de renda exigido e manter os dados atualizados.

Além disso, os beneficiários devem cumprir as condicionalidades do programa. Entre elas estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, o acompanhamento do calendário de vacinação e a realização do pré-natal pelas gestantes.

A inscrição no CadÚnico, por si só, não garante a entrada automática no Bolsa Família. O governo precisa avaliar se a família atende aos critérios de concessão.

Como se cadastrar no Bolsa Família

Quem ainda não está inscrito no CadÚnico deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para solicitar o cadastro.

Durante o atendimento, o responsável familiar precisa apresentar os documentos solicitados e informar corretamente os dados sobre renda, endereço e composição da família, incluindo crianças e bebês.

Depois da inscrição, o governo analisa se a família se enquadra nas regras do programa. Além disso, sempre que houver mudanças na renda, no endereço ou no número de moradores da residência, o responsável deve atualizar as informações do CadÚnico.

Histórico do Bolsa Família

O Bolsa Família foi criado em 2003, durante a estratégia Fome Zero, para reunir iniciativas federais de transferência de renda. Na primeira etapa, em outubro daquele ano, o programa atendeu 1,15 milhão de famílias, com repasses de R$ 84,74 milhões e benefício médio de R$ 73,67 por família.

Posteriormente, mudanças nos critérios de concessão ampliaram o alcance do programa. Em 2014, quando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) retirou o Brasil do Mapa da Fome, mais de 14 milhões de famílias recebiam o benefício, com repasses superiores a R$ 2 bilhões.

Em outubro de 2021, o governo substituiu o Bolsa Família pelo Auxílio Brasil. No entanto, em março de 2023, o programa voltou a usar o nome original, com benefício mínimo de R$ 600 e adicionais destinados a crianças, gestantes e nutrizes.

Agora, em outubro de 2026, o benefício mínimo passou por uma nova atualização, com reajuste de 15,04% para recompor a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.

FONTE: BPMONEY

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.