Câncer de próstata matou 50 homens por dia no Brasil em 2025 Novembro Azul reforça alerta

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia apontam cerca de 18,5 mil mortes em 2025; campanha Novembro Azul reforça cuidados com a saúde masculina.

Por Redação TudoCertoNaBahia

Brasil — 2 de novembro de 2026

O câncer de próstata provocou aproximadamente 18,5 mil mortes no Brasil em 2025, o equivalente a uma média de 50 óbitos por dia. Os números foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com base em dados do Ministério da Saúde, durante a mobilização do Novembro Azul 2026.

A campanha, realizada durante o mês de novembro, chama a atenção para os cuidados com a saúde masculina, o reconhecimento de sintomas e a importância do acesso oportuno aos serviços médicos.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 77.920 novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.

O câncer de próstata é o tumor maligno mais incidente entre os homens brasileiros, quando desconsiderados os casos de câncer de pele não melanoma.

Mortes por câncer de próstata cresceram na última década

Levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia aponta aumento de aproximadamente 20% nos óbitos em dez anos.

Segundo a SBU, o Brasil registrou cerca de 15,4 mil mortes pela doença há dez anos, número que passou para aproximadamente 18,5 mil em 2025.

Entre 2017 e setembro de 2026, foram contabilizadas mais de 160 mil mortes relacionadas ao câncer de próstata no país.

O crescimento reforça a necessidade de atenção aos fatores de risco, ao acesso aos serviços de saúde e à investigação de sintomas suspeitos.

Os números também evidenciam a dimensão do problema de saúde pública, especialmente em uma população que está envelhecendo.

O que é o câncer de próstata?

A doença se desenvolve na próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e que participa da produção do líquido seminal.

O câncer ocorre quando células da próstata passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor.

O comportamento da doença varia. Alguns tumores crescem lentamente e podem permanecer localizados por longos períodos, enquanto outros apresentam evolução mais agressiva.

Por esse motivo, a avaliação médica considera diferentes características do paciente e do tumor antes de definir a abordagem mais adequada.

Quais são os principais sintomas?

O câncer de próstata pode não apresentar sintomas nos estágios iniciais.

Quando surgem alterações, elas podem incluir:

  • Dificuldade para urinar;
  • Diminuição da força do jato urinário;
  • Necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite;
  • Presença de sangue na urina;
  • Alterações persistentes no funcionamento urinário.

Em situações mais avançadas, a doença também pode provocar outros problemas, dependendo dos órgãos e tecidos afetados.

Esses sintomas não significam necessariamente câncer. Infecções, alterações benignas da próstata e outras condições também podem apresentar manifestações semelhantes.

Entretanto, qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde.

Quem apresenta maior risco de desenvolver a doença?

Idade avançada e histórico familiar estão entre os fatores associados ao câncer de próstata.

Segundo o INCA, o risco aumenta com o envelhecimento, especialmente após os 60 anos.

Homens que possuem pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata antes dos 60 anos também podem apresentar maior risco.

A obesidade está associada a formas mais avançadas da doença, segundo informações do instituto.

Conhecer o histórico familiar e manter acompanhamento regular da saúde ajuda a identificar situações que necessitam de avaliação individualizada.

PSA e toque retal: quando os exames são indicados?

As recomendações sobre exames preventivos exigem atenção porque existem diferenças entre as orientações das entidades médicas.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir dos 50 anos procurem avaliação médica individualizada para discutir o rastreamento, com antecipação dessa conversa aos 45 anos em determinados grupos de maior risco.

Já o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional rotineiro com PSA ou toque retal em homens sem sintomas.

A justificativa é que os exames podem identificar tumores que não causariam problemas clínicos, levando a investigações e tratamentos desnecessários, além de possíveis efeitos adversos.

Para homens que desejam realizar esses exames mesmo sem sintomas, o Ministério da Saúde orienta uma decisão compartilhada com o profissional de saúde, considerando benefícios, riscos e características individuais.

Quando existem sintomas suspeitos, a situação é diferente: a investigação diagnóstica deve ser realizada conforme avaliação médica.

Como é feito o diagnóstico?

A confirmação da doença depende da avaliação do tecido prostático.

O médico pode solicitar exames complementares, incluindo dosagem de PSA, exame físico e métodos de imagem, de acordo com o caso.

Quando há suspeita de câncer, a biópsia permite coletar fragmentos da próstata para análise laboratorial.

Os resultados ajudam a identificar a presença de células malignas e fornecem informações importantes para a definição do tratamento.

Quais tratamentos estão disponíveis?

As alternativas dependem do estágio da doença, da agressividade do tumor e das condições de saúde do paciente.

Entre as possibilidades estão cirurgia, radioterapia, tratamento hormonal e acompanhamento com vigilância ativa em situações selecionadas.

Nos casos em que a doença se espalha para outras regiões do organismo, podem ser necessários tratamentos sistêmicos e acompanhamento especializado.

Em 2026, a Sociedade Brasileira de Urologia destacou avanços no acesso a tecnologias utilizadas no tratamento da doença, incluindo a incorporação da cirurgia assistida por robô ao SUS.

A escolha da abordagem deve considerar os benefícios e os possíveis efeitos adversos de cada opção.

Novembro Azul reforça cuidados com a saúde masculina

A campanha busca incentivar o cuidado contínuo, não apenas a realização de exames.

Além das discussões sobre o câncer de próstata, o Novembro Azul destaca a importância do acompanhamento de condições como hipertensão, diabetes e outros problemas que podem afetar a qualidade de vida.

Hábitos como não fumar, manter alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e evitar o consumo de álcool contribuem para a saúde geral.

A campanha também incentiva homens a procurarem atendimento médico quando surgirem sintomas e a não adiarem investigações necessárias.

Onde buscar atendimento pelo SUS?

Unidades Básicas de Saúde são a principal porta de entrada para avaliação inicial.

Homens que apresentarem sintomas urinários persistentes ou outras alterações podem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

Após a avaliação, o profissional poderá solicitar exames e encaminhar o paciente para atendimento especializado, conforme a necessidade clínica e a organização da rede local.

Em Salvador e nos demais municípios da Bahia, os cidadãos devem consultar a unidade de referência de seu bairro para obter orientações sobre o atendimento.

Diagnóstico oportuno é essencial para ampliar as possibilidades de tratamento

Os números divulgados no início do Novembro Azul mostram a importância de enfrentar as barreiras que dificultam o acesso aos serviços de saúde masculina.

Com aproximadamente 50 mortes diárias registradas em 2025, a doença permanece entre os principais desafios de saúde pública no país.

Especialistas ressaltam que reconhecer alterações, procurar atendimento e seguir as orientações médicas são medidas fundamentais para evitar atrasos no diagnóstico e no início do tratamento quando ele é necessário.

Fontes verificadas


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