Governadores no Brasil têm diferença de até R$ 25 mil na remuneração

Um levantamento sobre a remuneração dos chefes do Executivo estadual no Brasil revela que a diferença salarial entre os governadores atinge a marca de R$ 24,7 mil. O maior vencimento registrado no país é o de Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe, que recebe o valor bruto mensal de R$ 46.366,19, batendo exatamente no teto constitucional do funcionalismo público brasileiro. Logo atrás, aparece a governadora do Acre, Mailza Assis (PP), com R$ 42.645,49. Na outra ponta do ranking, o menor salário pago a um gestor estadual é o da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), com uma remuneração bruta de R$ 21.914,76.

Os valores pagos aos governadores são definidos por meio de leis estaduais e devem, obrigatoriamente, respeitar o limite máximo previsto na Constituição. Contudo, os estados do Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro ficaram de fora deste ranking principal por apresentarem uma dinâmica diferente. Os atuais chefes do Executivo desses três estados abriram mão do subsídio de governador para continuarem recebendo os proventos de carreiras públicas que já exerciam.

No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) recebe R$ 46.366,19 decorrentes de sua aposentadoria como auditora fiscal. Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) optou por manter seus vencimentos como procuradora do Estado, que superam os R$ 50 mil mensais. O caso mais expressivo é o do Rio de Janeiro, onde o governador Ricardo Couto recebe como desembargador do Tribunal de Justiça (TJRJ), acumulando créditos brutos de R$ 91,8 mil, o que resulta em um rendimento líquido de R$ 58 mil.

Opinião do site

A discrepância de quase R$ 25 mil entre os salários de chefes do Executivo estadual no Brasil escancara a total falta de padronização na gestão do dinheiro público. Embora o respeito ao teto constitucional de R$ 46.366,19 seja uma regra legal clara, o fato de cada Assembleia Legislativa estipular seus próprios valores cria distorções onde a remuneração do político raramente reflete a realidade financeira e o custo de vida do estado que ele governa.

No entanto, o aspecto mais crítico desse levantamento mora nas exceções do Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Quando governadores manobram o sistema para rejeitar o salário do Executivo e continuar recebendo rendimentos de suas carreiras de origem — como os R$ 91,8 mil brutos no Rio de Janeiro ou os mais de R$ 50 mil em Pernambuco —, o princípio moral do teto do funcionalismo público é completamente contornado. Trata-se de uma prática amparada pela lei, mas que atua para perpetuar o acúmulo de privilégios, demonstrando como a cúpula do serviço público encontra brechas para garantir rendimentos astronômicos enquanto exige austeridade da população.

Fonte De Pesquisa: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/10/03/quanto-ganha-o-governador-de-cada-estado-brasileiro.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-mobile&utm_campaign=materias

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