SUS identifica quase 10 mil testes positivos para HPV de alto risco com novo exame molecular
Tecnologia já está disponível em 26 unidades da federação e permite detectar infecções relacionadas ao câncer do colo do útero antes do surgimento de lesões.
Por Redação TudoCertoNaBahia
Brasília — 1º de novembro de 2026
O Sistema Único de Saúde (SUS) identificou 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco entre os exames moleculares processados em 2026.
Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde durante a ampliação do rastreamento do câncer do colo do útero no país.
O teste DNA-HPV já está disponível, em diferentes etapas de implantação, em 26 unidades da federação.

Como funciona o novo exame?
Tecnologia identifica material genético do vírus antes do surgimento de lesões.
O exame molecular detecta o DNA de tipos do papilomavírus humano associados a maior risco de desenvolvimento do câncer do colo do útero.
Entre os tipos monitorados estão o HPV 16 e o HPV 18.
A identificação precoce permite que as pessoas com resultado positivo sejam encaminhadas para acompanhamento e investigação conforme os protocolos clínicos.
Quantos exames já foram realizados?
Estratégia de rastreamento está sendo ampliada pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a pasta, foram coletadas aproximadamente 153 mil amostras, considerando o período de implantação em 2025 e 2026.
Desse total, 93 mil amostras foram processadas em 2026, das quais 9.904 apresentaram resultado positivo para HPV de alto risco.
Os números representam resultados laboratoriais, não diagnósticos de câncer.
Resultado positivo significa câncer?
Não. A presença do HPV não equivale ao diagnóstico da doença.
O HPV é uma infecção viral que, em determinados casos e quando persiste, pode provocar alterações celulares associadas ao desenvolvimento de câncer.
Muitas infecções são eliminadas naturalmente pelo organismo.
Quando um exame identifica HPV de alto risco, a orientação é seguir o acompanhamento indicado pelo serviço de saúde, sem interpretar o resultado isoladamente.

Onde o exame pode ser realizado?
Coleta é oferecida gradualmente nas Unidades Básicas de Saúde.
O Ministério da Saúde informa que o exame está sendo incorporado às redes locais do SUS.
A coleta pode ser feita por profissionais de saúde e, nas situações previstas pelo protocolo, por autocoleta orientada.
A disponibilidade específica deve ser consultada na unidade de saúde do município.
O Papanicolau continua disponível durante a implantação do novo método e permanece uma ferramenta importante de prevenção.
Prevenção e acompanhamento continuam fundamentais
O rastreamento permite identificar alterações e infecções associadas ao desenvolvimento de doenças.
O Ministério da Saúde ressalta que, após um resultado negativo no teste molecular, o intervalo até a próxima coleta pode chegar a cinco anos, conforme os critérios do protocolo.
A vacinação contra o HPV também integra as medidas de prevenção.
Pessoas com dúvidas sobre resultados devem procurar orientação profissional na rede de saúde.
Fontes verificadas
- Ministério da Saúde — 28/10 — Dados e funcionamento do exame.
- Agência Brasil — 30/10 — Resultados positivos e implantação.
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