Déficit primário cai em agosto e mercado aposta em novos cortes na Selic
O Tesouro Nacional registrou um déficit primário de R$ 13,58 bilhões nas contas públicas durante o mês de agosto. Apesar do saldo continuar negativo, o resultado representa uma melhora em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit alcançou R$ 16,2 bilhões. Essa melhora no cenário fiscal, combinada com os primeiros sinais de desaceleração no mercado de trabalho, tem aumentado as expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova novas reduções na taxa Selic, que atualmente se encontra em 13,75% ao ano.


Opinião do site
O atual cenário econômico desenha um paradoxo cruel para a classe trabalhadora no Brasil. Embora o país tenha alcançado o maior nível de ocupação profissional de sua história, essa conquista perde o brilho diante da escalada recorde da inadimplência. A realidade prática mostra que ter um emprego formal já não garante que as famílias consigam fechar o orçamento no fim do mês.
O grande responsável por essa asfixia financeira é o custo elevado do crédito, mantido por uma taxa de juros ainda restritiva. Para que o aquecimento do mercado de trabalho se transforme em qualidade de vida e poder de compra real, é indispensável que o ciclo de cortes na Selic continue. Somente barateando o crédito será possível frear a bola de neve das dívidas, permitindo que a renda do trabalhador seja revertida para o bem-estar da sua família, e não apenas para pagar os juros abusivos cobrados pelos bancos.

