Ameaças de bomba atingem mais de 50 voos na Europa durante a semana e provocam alerta de segurança

Nova onda de alertas nesta sexta-feira (6) afetou pelo menos 18 voos e ampliou os transtornos registrados desde terça-feira; emissoras de televisão também foram ameaçadas, e autoridades investigam possível ação coordenada.

Por Redação TudoCertoNaBahia

Salvador (BA) — 6 de novembro de 2026

Uma sequência de ameaças de bomba contra voos comerciais provocou operações de segurança em diversos países da Europa nesta semana. Somente nesta sexta-feira (6), pelo menos 18 voos foram afetados por novos alertas, de acordo com levantamento publicado pelo jornal britânico The Guardian.

As ocorrências fazem parte de uma série iniciada na terça-feira (3), que já provocou mais de 50 incidentes envolvendo aeronaves ao longo da semana, segundo a cobertura internacional.

Entre as medidas adotadas pelas autoridades estão inspeções de aeronaves, mudanças de rota, desvios para outros aeroportos e mobilização de caças militares para acompanhar determinados voos.

Apesar dos transtornos, as aeronaves afetadas pousaram em segurança e não foram encontrados dispositivos explosivos nas inspeções relatadas pelas autoridades até a atualização consultada nesta sexta-feira.

A origem das ameaças continua sob investigação. Governos europeus analisam se os episódios fazem parte de uma tentativa coordenada de provocar instabilidade, mas ainda não há confirmação pública sobre a identidade dos responsáveis.

Pelo menos 18 voos são afetados nesta sexta-feira

A nova rodada de alertas atingiu aeronaves e aeroportos de diferentes países europeus, incluindo República Tcheca, França, Bulgária, Itália, Portugal, Hungria, Romênia, Reino Unido e Chipre.

Segundo o The Guardian, nove voos relacionados ao Aeroporto de Praga foram afetados pelas ameaças nesta sexta-feira.

Na França, quatro aeronaves receberam alertas e passaram por procedimentos de segurança após o pouso.

Outros incidentes envolveram voos com destino a Sófia, capital da Bulgária, e uma ligação aérea entre Lisboa, em Portugal, e Roma, na Itália.

As ocorrências levaram companhias aéreas e operadores aeroportuários a alterar procedimentos para garantir a segurança dos passageiros e das tripulações.

O balanço dos voos afetados pode ser atualizado pelas autoridades, já que as investigações e verificações operacionais continuam.

Caças militares são mobilizados para acompanhar aeronaves

Em alguns incidentes, as autoridades utilizaram aeronaves militares para acompanhar aviões comerciais que haviam recebido ameaças.

Na Hungria, caças foram acionados em três ocasiões para realizar escoltas de voos civis no espaço aéreo do país, conforme informações divulgadas pela imprensa internacional.

A mobilização de aeronaves militares não significa que a presença de explosivos tenha sido confirmada.

Essas medidas podem integrar protocolos preventivos adotados em situações nas quais existe uma ameaça à segurança de um voo.

As decisões operacionais variam conforme a situação, a localização da aeronave e a avaliação das autoridades responsáveis.

Aeroportos de Praga, Copenhague e outras cidades reforçam segurança

Na República Tcheca, o Aeroporto Václav Havel, em Praga, foi um dos principais pontos de atenção durante a semana.

Na quinta-feira (5), quatro aeronaves que tinham o aeroporto como destino receberam ameaças. Todas pousaram em segurança, e as inspeções não identificaram objetos suspeitos, segundo as autoridades tchecas.

Em Copenhague, na Dinamarca, a polícia também investigou novas ameaças direcionadas ao tráfego aéreo.

As autoridades dinamarquesas afirmaram que a avaliação inicial não indicava perigo para passageiros ou outras pessoas que utilizavam o aeroporto.

Mesmo assim, equipes de segurança mantiveram o monitoramento e a apuração das ocorrências.

Em outros aeroportos, os alertas provocaram inspeções específicas e alterações pontuais na operação dos voos.

Ameaças começaram na terça-feira e se intensificaram ao longo da semana

Os primeiros episódios da sequência foram registrados na terça-feira (3), quando diferentes aeronaves receberam alertas de bomba em países europeus.

Na quinta-feira (5), houve uma ampliação dos incidentes, com dezenas de ameaças que provocaram desvios e procedimentos de segurança.

Na sexta-feira (6), uma nova rodada voltou a mobilizar autoridades aeroportuárias e policiais.

O jornal The Guardian contabilizou pelo menos 18 voos afetados nesta sexta-feira, somados a mais de 35 incidentes relacionados a voos nos dois dias anteriores.

Esses números representam ocorrências e não passageiros feridos, explosões ou aeronaves destruídas.

As ameaças também não significam que o sistema de transporte aéreo europeu tenha sido completamente interrompido.

Autoridades dizem que impacto ainda é limitado diante do volume de voos

Apesar da repercussão das ocorrências, a quantidade de voos afetados representa uma pequena parcela da movimentação aérea europeia.

Segundo dados da agência de controle de tráfego aéreo Eurocontrol citados pelo The Guardian, aproximadamente 26,7 mil voos estavam programados na Europa nesta sexta-feira.

O levantamento de 18 voos afetados equivale a cerca de 0,07% desse total.

Isso não reduz a gravidade das ameaças ou os transtornos enfrentados pelos passageiros diretamente envolvidos, mas ajuda a dimensionar os impactos operacionais.

As autoridades reforçam a necessidade de investigar cada alerta, mesmo quando incidentes anteriores não resultaram na localização de explosivos.

Emissoras de televisão também recebem ameaças de bomba

A sequência de incidentes não ficou restrita ao setor aéreo.

Nesta sexta-feira, organizações de comunicação da Irlanda, do Reino Unido e da Bulgária também relataram o recebimento de ameaças.

Na Irlanda, a emissora pública RTÉ precisou evacuar instalações em Dublin após receber um alerta.

O episódio provocou alterações temporárias na programação enquanto as equipes de segurança verificavam o local.

No Reino Unido, a Sky confirmou ter recebido uma ameaça de segurança.

Na Bulgária, a emissora NOVA TV também foi alvo de um alerta que resultou na evacuação e inspeção de suas instalações.

As buscas divulgadas não encontraram dispositivos explosivos.

As autoridades ainda investigam se existe conexão entre os episódios registrados nas emissoras e aqueles direcionados ao transporte aéreo.

Governo da Irlanda investiga possibilidade de ação coordenada

O governo irlandês manifestou preocupação com a possibilidade de uma campanha organizada para provocar transtornos e insegurança em diferentes países europeus.

As autoridades condenaram os alertas falsos, ressaltando que episódios dessa natureza podem provocar medo, mobilizar recursos públicos e afetar a rotina da população.

Entretanto, não existe confirmação pública de que todas as ameaças tenham sido enviadas por uma mesma organização.

Também não foi demonstrada, nas informações disponíveis nesta sexta-feira, a responsabilidade de um governo estrangeiro.

Os investigadores analisam as mensagens, os meios utilizados para enviá-las e possíveis relações entre os incidentes.

O que é uma possível operação de desestabilização híbrida?

A repetição das ameaças levantou discussões entre autoridades europeias sobre a possibilidade de ações destinadas a provocar insegurança sem recorrer a ataques militares convencionais.

Esse tipo de atuação costuma ser relacionado ao conceito de ameaça híbrida, expressão utilizada para descrever determinadas estratégias que podem combinar desinformação, sabotagem, intimidação e ataques a sistemas ou serviços essenciais.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha caracterizou a situação como possível agressão híbrida e forma de pressão psicológica, segundo a Reuters.

Entretanto, essa avaliação não representa a conclusão de uma investigação criminal sobre a autoria das ameaças.

As hipóteses também incluem ações individuais, imitações de incidentes anteriores ou motivações ainda não identificadas.

Até o momento, não há elementos públicos suficientes para atribuir os episódios a um país, grupo ou organização específica.

União Europeia acompanha os incidentes e avalia medidas de resposta

A repetição dos alertas levou autoridades europeias a discutir formas de reforçar o compartilhamento de informações e a resposta a ameaças de segurança no transporte aéreo.

De acordo com a Associated Press, especialistas em aviação e segurança da União Europeia deverão se reunir na próxima semana para avaliar os incidentes.

O comissário europeu responsável pelos transportes, Apostolos Tzitzikostas, ressaltou a necessidade de levar a sério ameaças dirigidas a passageiros e tripulações.

A coordenação entre aeroportos, companhias aéreas, autoridades policiais e órgãos de controle do tráfego aéreo é considerada essencial para permitir uma resposta rápida.

As investigações continuam nos países que receberam os alertas.

Brasileiros com viagens à Europa precisam verificar seus voos?

Brasileiros que estão na Europa ou possuem viagens marcadas para os próximos dias podem consultar preventivamente a situação de seus voos.

Até as informações verificadas nesta sexta-feira, não foi identificado um anúncio de suspensão generalizada dos voos entre Brasil e Europa em decorrência dessas ameaças.

Mesmo assim, alterações pontuais podem afetar passageiros que dependem de conexões nos aeroportos envolvidos.

Entre as recomendações estão:

  • Consultar a companhia aérea: conferir o status do voo pelos canais oficiais;
  • Verificar conexões: observar possíveis mudanças de horário ou aeroporto;
  • Acompanhar o aeroporto: consultar os comunicados oficiais do terminal de embarque e desembarque;
  • Guardar os documentos: manter reservas, bilhetes e comprovantes acessíveis;
  • Evitar boatos: não compartilhar mensagens não confirmadas sobre explosões ou fechamento de aeroportos;
  • Seguir orientações: respeitar os procedimentos das equipes de segurança.

Em caso de cancelamento, atraso significativo ou mudança de rota, os direitos do passageiro dependerão da legislação aplicável, do itinerário e das circunstâncias do voo.

O acompanhamento direto dos canais oficiais é a forma mais segura de verificar alterações concretas na viagem.

Ameaças continuam sob investigação

A nova rodada de alertas registrada nesta sexta-feira amplia a preocupação das autoridades europeias com incidentes capazes de provocar transtornos no transporte e em outros serviços.

Apesar das inspeções e dos desvios, as informações divulgadas indicam que as aeronaves envolvidas pousaram com segurança e que não foram encontrados explosivos.

As investigações ainda precisarão esclarecer quem enviou as ameaças, se os episódios estão relacionados e quais seriam suas motivações.

Novos comunicados de governos, aeroportos e autoridades de segurança poderão atualizar os números e as conclusões sobre a sequência de incidentes.

Fontes verificadas


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