Enem 2026: excesso de informação pode atrapalhar os estudos
Cronograma pronto para baixar, lista de “10 dicas infalíveis para aprovação”, vídeo de estudante contando a própria rotina, story de colega que já revisou a apostila inteira. Quem está se preparando para o Enem pode não sofrer por falta de orientação sobre como estudar, mas pelo excesso. Os canais digitais viabilizam conteúdos e ferramentas importantes, mas, se não houver um direcionamento, o volume de informações “soltas” pode mais afetar a rotina e o rendimento do que ajudar, especialmente na reta final para o exame.
Não é só o tempo de tela que pesa, mas o formato do que é consumido. Vídeos curtos, rolagem infinita e comparação constante com a rotina alheia treinam o cérebro para trocar de estímulo a cada poucos segundos, o oposto do que a reta final do Enem exige. “Não é só o tempo gasto rolando o feed ou pulando de um método de estudo para outro. É o foco que se fragmenta a cada notificação, e a energia mental, que deveria ir para o estudo, se esgota antes, absorvendo os estímulos e decidindo o que assistir, o que seguir, o que aplicar”, explica Margrit Gusmão, diretora do Pré-Vestibular Bernoulli.

