‘Brasil não é mais Brasil’: Seleção empata com a Austrália e vira alvo de críticas da imprensa internacional
A Seleção Brasileira estreou no ciclo para a Copa do Mundo de 2030 com um decepcionante empate por 1 a 1 contra a Austrália, em partida disputada nesta sexta-feira (25), na cidade de Townsville. No primeiro compromisso após o Mundial de 2026, a equipe agora comandada por Carlo Ancelotti apresentou um futebol muito abaixo do esperado durante quase todos os 90 minutos.
Os donos da casa saíram na frente no segundo tempo, com um gol de falta marcado por Irankunda. O Brasil só conseguiu evitar a derrota nos acréscimos, aos 95 minutos, quando Rayan aproveitou uma cobrança de escanteio de Raphinha e marcou de cabeça para igualar o placar.

A atuação apagada não passou despercebida pela imprensa internacional, que repercutiu o jogo com duras críticas. O jornal espanhol AS, de Madri, destacou que a Seleção não encontrou o seu ritmo e que a filosofia do “jogo bonito” ficou para trás, cravando que “o Brasil não é mais o Brasil”. O também espanhol Marca ressaltou que a equipe de Ancelotti ainda carece de habilidade coletiva e coesão, afirmando que o gol salvador no último minuto não esconde os problemas da equipe.
Na mesma linha, o Mundo Deportivo, de Barcelona, apontou que o empate tardio evitou um “vexame” e que as dúvidas deixadas na última Copa do Mundo permanecem, mesmo com a renovação do elenco e ausências de nomes como Neymar e Casemiro. Em Portugal, o jornal A Bola classificou como “pálida” a imagem deixada pelo Brasil neste início de trabalho visando 2030.
Buscando melhorar essa impressão, a equipe de Carlo Ancelotti volta a campo na próxima terça-feira (29) para um novo amistoso contra a Austrália, desta vez em Brisbane. Em seguida, o Brasil viajará para Calcutá, onde enfrentará a Índia no dia 3 de outubro.
Opinião do site
O empate suado contra a Austrália é um sinal de alerta vermelho para a Seleção Brasileira logo no início do ciclo para 2030. A chegada de um técnico multicampeão como Carlo Ancelotti trazia a esperança de uma organização tática imediata, mas o que se viu em Townsville foi um time desarticulado e dependente de lances isolados.
As manchetes da imprensa europeia são duras, mas necessárias. Dizer que o “Brasil não é mais Brasil” dói no orgulho do torcedor, porém reflete a realidade de uma equipe que, mesmo repleta de talentos individuais em grandes clubes da Europa, não consegue atuar como um conjunto coeso. A renovação de peças é válida e o treinador precisará de tempo para testar os novos nomes, mas o futebol apresentado precisa evoluir drasticamente. Depender de uma bola parada nos acréscimos para não perder da Austrália está muito aquém da grandeza histórica da camisa canarinho. Ancelotti tem um trabalho colossal pela frente para resgatar não apenas os bons resultados, mas também o respeito e a identidade do futebol brasileiro.

