Prédio desaba no Brás, deixa feridos e mobiliza bombeiros; imóvel estava sem alvará, diz Prefeitura

Desabamento ocorreu na noite de sexta-feira (6), no bairro do Brás, em São Paulo. Quatro pessoas foram levadas para atendimento médico, e autoridades investigam possíveis irregularidades no uso do imóvel.

Por Redação TudoCertoNaBahia

Salvador (BA) — 7 de novembro de 2026

O desabamento de um prédio de quatro pavimentos no bairro do Brás, região central de São Paulo, mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Defesa Civil entre a noite de sexta-feira (6) e a manhã deste sábado (7). A construção abrigava atividades comerciais relacionadas à venda e ao armazenamento de roupas e tecidos.

O acidente ocorreu por volta das 18h38, na Rua Maria Joaquina, número 192, uma área conhecida pelo intenso movimento de comerciantes e trabalhadores do setor têxtil.

Segundo o balanço das autoridades, 35 pessoas conseguiram sair do imóvel. Oito deixaram o local por conta própria e outras 27 foram retiradas durante o atendimento da ocorrência.

Quatro pessoas foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca com ferimentos leves e quadro considerado estável.

Neste sábado, a Prefeitura de São Paulo informou que o edifício não possuía alvará de funcionamento vigente. O Corpo de Bombeiros também apontou a ausência de Auto de Vistoria regular.

As causas do desabamento ainda estão sendo investigadas. Uma das hipóteses examinadas é a sobrecarga provocada pelo armazenamento de mercadorias.

Como aconteceu o desabamento no Brás?

O imóvel atingido fica em uma região de grande concentração de estabelecimentos comerciais, depósitos e empresas ligadas ao setor de vestuário.

Na tarde de sexta-feira, funcionários estavam envolvidos em atividades de movimentação e descarga de mercadorias quando parte da estrutura cedeu.

Segundo relatos obtidos pelas autoridades, o prédio recebia cargas de tecidos e outros materiais utilizados no comércio.

O desabamento provocou o acúmulo de concreto, ferragens e outros materiais no interior do imóvel.

As equipes de emergência foram acionadas e iniciaram os trabalhos de retirada das pessoas que permaneciam no local.

A fachada da construção permaneceu parcialmente de pé, mas outras áreas sofreram danos estruturais significativos.

A Polícia Civil e os órgãos técnicos deverão apurar as condições de utilização do prédio e os fatores que contribuíram para a ocorrência.

Quantas pessoas ficaram feridas?

O balanço informado pelas autoridades aponta que 35 pessoas estavam relacionadas à ocorrência e conseguiram sair da construção.

Desse total, oito deixaram o local antes da chegada das equipes de resgate, enquanto outras 27 foram retiradas durante a operação.

Quatro pessoas precisaram ser encaminhadas para atendimento médico na UPA da Mooca.

As informações divulgadas indicam que elas apresentavam ferimentos leves e estavam em condição estável, sem risco de morte.

É importante distinguir o número de pessoas envolvidas na ocorrência da quantidade de pacientes hospitalizados. Os 35 ocupantes não representam 35 vítimas com ferimentos graves.

Até a atualização consultada neste sábado, não havia confirmação oficial de mortes decorrentes do desabamento.

Risco de novo desabamento interrompeu trabalhos dos bombeiros

Durante a noite de sexta-feira, os bombeiros precisaram interromper temporariamente as buscas no interior da estrutura devido ao risco de novos desabamentos.

As equipes relataram ruídos e movimentações entre os escombros, indicando possíveis instabilidades em partes da construção.

A segurança dos profissionais de resgate passou a ser uma prioridade antes da continuidade dos trabalhos.

A operação também contou com a utilização de cães farejadores para verificar a possibilidade de presença humana sob os destroços.

O alerta de um dos animais levou as equipes a ampliar a investigação sobre determinado ponto dos escombros.

Entretanto, a reação do cão não representava confirmação de que uma pessoa estivesse soterrada.

Na manhã deste sábado, a continuidade da operação dependia das condições de segurança e da avaliação técnica da estrutura.

Prédio não tinha alvará de funcionamento, diz Prefeitura

A Prefeitura de São Paulo informou neste sábado (7) que o imóvel atingido não possuía alvará de funcionamento vigente.

Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras, também não foram identificados registros de denúncias anteriores sobre as condições de segurança do edifício nos canais municipais de atendimento.

A administração municipal informou que agentes da Defesa Civil chegaram ao local pouco depois do desabamento, com equipes destinadas à avaliação dos riscos e à adoção de medidas preventivas.

O Corpo de Bombeiros também relatou que o imóvel não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) regular.

O AVCB é um documento relacionado à verificação das condições de segurança contra incêndio, emitido após o atendimento dos requisitos técnicos aplicáveis.

A ausência desses documentos será considerada na apuração das condições de funcionamento do estabelecimento.

Entretanto, isso não permite concluir automaticamente qual foi a causa estrutural do desabamento.

Polícia investiga possível excesso de peso de mercadorias

Uma das linhas de investigação envolve o possível excesso de peso suportado pela construção.

Segundo informações divulgadas pela imprensa com base nas apurações policiais, o imóvel havia recebido cargas de tecido nos dias anteriores ao desabamento.

O armazenamento de mercadorias pesadas em pavimentos ou estruturas que não foram projetados para esse tipo de utilização pode representar risco, dependendo das condições da edificação.

Os investigadores deverão avaliar a distribuição das cargas, as características construtivas e a possível existência de alterações realizadas no prédio.

A hipótese de sobrecarga ainda precisa ser confirmada por perícia técnica.

Até a conclusão dos trabalhos, não é possível afirmar definitivamente que o peso dos tecidos foi a única causa do acidente.

Rua Maria Joaquina permanece com restrições de trânsito

Como parte das medidas de segurança, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) manteve bloqueios na área afetada pelo desabamento.

Na manhã deste sábado, a Prefeitura informou que a Rua Maria Joaquina permanecia interditada no trecho entre a Rua Mendes Júnior e a Rua Joli.

A restrição busca permitir a atuação dos profissionais de resgate, a avaliação de imóveis próximos e os procedimentos de isolamento da estrutura comprometida.

Moradores, comerciantes e motoristas que circulam pela região devem observar a sinalização e os comunicados atualizados dos órgãos de trânsito.

A reabertura das vias dependerá das condições de segurança verificadas pelas equipes responsáveis.

Defesa Civil também avalia imóveis vizinhos

O desabamento exige atenção não apenas à estrutura atingida, mas também às edificações próximas.

Equipes da Defesa Civil realizam avaliações preventivas para identificar possíveis consequências sobre imóveis vizinhos.

Essas inspeções podem indicar a necessidade de isolamento, escoramento, restrição de acesso ou outras providências técnicas.

A extensão dos danos e eventuais interdições adicionais dependerão dos resultados das vistorias.

O objetivo é evitar que a movimentação de materiais ou o comprometimento de elementos estruturais provoque novos acidentes.

Quais são os cuidados diante do risco de desabamento?

Edificações com sinais de comprometimento estrutural precisam passar por avaliação de profissionais habilitados.

Alguns sinais que merecem atenção incluem rachaduras que aumentam rapidamente, deformações visíveis, deslocamento de pilares e vigas, estalos incomuns e movimentações perceptíveis na construção.

A presença desses sinais não confirma isoladamente que ocorrerá um desabamento, mas exige avaliação adequada.

Quando houver suspeita de risco imediato, a orientação é abandonar a área de forma segura, evitar aproximação dos locais comprometidos e acionar os serviços de emergência.

O Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo telefone 193, e a Defesa Civil pelo 199.

Não é recomendado entrar em edifícios interditados para recuperar objetos sem autorização das equipes responsáveis.

O que ainda será investigado?

A apuração deverá esclarecer as condições da construção, a utilização comercial do imóvel e os fatores envolvidos no desabamento.

Também poderão ser examinados os registros de fiscalização, as condições de armazenamento das mercadorias e eventuais modificações realizadas na edificação.

Os resultados das análises técnicas serão necessários para identificar a causa ou a combinação de fatores que provocaram o acidente.

As informações disponíveis até a manhã deste sábado indicam que quatro pessoas receberam atendimento hospitalar e que as equipes prosseguiram com medidas de segurança e avaliação do local.

Novos balanços das autoridades poderão atualizar o número de vítimas, as condições da estrutura e as medidas adotadas.

O TudoCertoNaBahia seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

Fontes verificadas


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